Parece que finalmente está chegando a hora, bastante próxima, do ex-ministro Geddel Vieira Lima ser preso e começar a acertar suas contas com a Justiça, ele que de há muito suspeitava-se que seria um dos políticos mais corruptos do Brasil. A iminência da sua prisão é dada como tão certa que ele já se antecipou e entregou seu passaporte à Justiça, bem como autorizou a quebra do seus sigilos bancários e fiscal, como forma de tentar evitar a decretação da prisão, numa clara confissão de culpa pelos atos praticados. 

Não é para menos. Geddel, aliado número um do ex-prefeito de Porto Seguro Ubaldino Junior,  foi ex-ministro do Desenvolvimento Nacional, responsável por boa parte da obra de transposição do rio São Francisco, e fez fortuna na vida pública, onde hoje se sabe, cobrava porcentagens para a liberação de empréstimos a grandes empresários. Além disso, Geddel foi apontado recentemente pelo empresário Esley Batista como o operador direto do presidente Michel Temer nas ações de extorsões contra grandes empresas brasileiras.

Recentemente, em seu pedido de busca e apreensão à 10ª Vara Federal de Brasília, o Ministério Público Federal afirma que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) fazia parte "de uma verdadeira organização criminosa".

Geddel, que foi ministro nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Michel Temer, é suspeito de participar de um esquema de fraude na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para empresas entre 2011 e 2013, período em que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco, em troca de "vantagens ilícitas".

"A fundamentação apresentada pela autoridade policial é bastante consistente, sendo os fatos narrados na representação indicativos de que o investigado Geddel Quadro Vieira Lima fazia parte de uma verdadeira organização criminosa", afirma no documento o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

"Os elementos de prova colhidos até o presente momento apontam para a existência de uma organização criminosa integrada por empresários brasileiros e agentes públicos que, ocupando altos cargos na Caixa Econômica Federal e no Parlamento brasileiro, desviavam de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares", afirma também o procurador.

As informações que basearam a operação foram encontradas em um celular achado na residência do ex-deputado Eduardo Cunha em dezembro de 2015, quando ele era presidente da Câmara Federal.

Em seu despacho, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirma que Geddel agia "internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso"

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